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Eu Adão
Rowiecki, 50 anos, brasileiro, viúvo,
três filhos e um neto, formado em Administração
de empresas com habilitação em marketing.
Trabalho como Consultor Imobiliário, sou ex-fumante
a quatro anos. Fumei durante vinte e cinco anos e resolvi
escrever um livro sobre o assunto.
Com isso estou colhendo depoimento
das pessoas que deste vício não mais dependem
e querem contribuir para que outros fumantes também
abandonem o vício, sua participação
é muito importante,pois você enriquecerá
com a sua história a construção
dessa obra.
Agradecimentos:
Agradeço ao Sr. JAMES C. HUNTER, autor
do livro O MONGE E O EXECUTIVO, pois quando
esteve pela primeira vez no Brasil, lançando
seu livro no dia 26 de julho de 2005 em Curitiba, em
entrevista lhe perguntei, o que ele diria para alguém
que pretende escrever um livro sobre o tabagismo e busca
depoimentos de ex-fumantes?
Com muito incentivo e palavras motivadoras, disse para
nunca me render diante dos obstáculos, pois vencer
cada um deles é ganhar mais experiência
em busca da realização.
Clique aqui
e deixe seu depoimento.
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Você
sabia que Curitiba é a segunda capital
do país com o maior número de fumantes?
O jornal Gazeta do Povo em sua edição
de 28 de agosto de 2006, publicou o seguinte:
"Se fosse traçado um mapa do tabagismo
no Brasil, a região Sul estaria coberta
por uma nuvem de fumaça.Os estados do Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul são
os que consomem mais cigarros por dia. Estima-se
que aproximadamente 13% dos fumantes desta região,
consomem mais de 21 cigarros dia. No ranking nacional,
Curitiba só perde para Porto Alegre, pois
25,2% da população da capital gaúcha
é fumante, na capital paranaense o índice
fica em 21,5%. Além disso, de acordo com
um levantamento do Instituto Nacional do Câncer
(INCA), os adolescentes curitibanos são
os que mais fumam, em especial as meninas."
Da mesma forma que cresce o número de fumantes,
crescem também as evidências clínicas
sobre os malefícios gerados pelo tabagismo.
Acreditem se quiserem: Hoje o cigarro mata mais
do que a soma das mortes causadas por aids.
De acordo com a Organização Mundial
de Saúde, o tabagismo é responsável
por 10 mil vítimas dia.
Confira alguns números divulgados pela
Sociedade Brasileira de Pneumologia:
- um terço da população
mundial acima de 15 anos fuma;
- 5 milhões de pessoas morrem por ano
em conseqüência do cigarro e isso
equivale a seis mortes por segundo.
- O fumo é o principal causador das
doenças pulmonares crônicas, que
atinge cerca de 5 milhões de brasileiros.
Além disso, sabe-se que depois de 10
anos de tabagismo, sentidos como olfato e paladar
já ficam alterados. Com esse tempo de consumo
já é possível detectar danos
estruturais nas células da parede dos brônquios,
o que pode significar o início de um câncer.
No entanto, largar do cigarro não é
uma tarefa fácil.
80% dos fumantes que tentam abandonar o vício,
apenas 5% conseguem esta façanha.
Costumam dizer que o primeiro passo para deixar
esse vício é querer parar. Sem estar
convicto disso, o fumante não consegue
abandonar o cigarro.
Embora os medicamentos sejam distribuídos
pelo governo, a primeira opção de
tratamento é a terapia cognitiva comportamental,
que implica na mudança de hábitos,
pois o fumante consome o cigarro tanto em situações
prazerosas como em situações desagradáveis
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Você
sabe como foi criado o dia nacional de combate
ao fumo?
28 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Datas que têm ligação direta
com o movimento anti-tabagismo do Paraná.
Há 25 anos um grupo de médicos fundou
a Associação Paranaense Contra o
Fumo, entidade que mais tarde foi co-responsável
pela lei federal que instituiu a data.
O atual presidente da associação,
Jayme Zlotnik, conta que em 29 de agosto de 1981
houve uma motivação pedindo que
as pessoas não fumassem nesse dia e conseguiu
recolher 147.842 assinaturas de cidadãos
que apoiavam o movimento.
O documento foi enviado à Brasília,
juntamente com o apelo de proibir a propaganda
de cigarros em veículos de comunicação
impressos e eletrônicos. No ano seguinte
o número de assinaturas foi ainda maior,
chegou a 205.680.
A iniciativa sensibilizou o governo e em 1985,
a associação foi chamada à
Brasília para presenciar a assinatura da
primeira lei federal sobre o tabagismo.
Conforme a portaria interministerial n° 3.257
de 22/09/1988 que recomenda medidas restritivas
contra o fumo nos locais privados ou públicos,
tais como, repartições públicas,
hospitais, salas de aula, bibliotecas, ambientes
de trabalho, teatros e cinemas, aeronaves e demais
veículos de transporte coletivo.
Hoje nós temos a lei federal n° 9.294
de 15/07/1996 e a lei estadual n° 14.743 de
15/06/2005 que nos ampara e nos dá o direito
de respirar com qualidade.
Pelo fato do assunto ser muito preocupante, criou-se
á nível Mundial em 31 de
maio,o dia mundial sem tabaco.
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A maioria
das vítimas do fumo passivo é mulher
Sexta, 22 Ago, 04h39
A maioria das mortes (60,3%) dos fumantes passivos
no Brasil ocorre entre as mulheres. O dado consta
no estudo "Mortalidade atribuível
ao tabagismo passivo na população
urbana no Brasil", realizado pelo Instituto
Nacional do Câncer (Inca) e pelo Instituto
de Saúde Coletiva da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. O diretor-geral do Inca, Luiz
Antonio Santini, explica que esse número
é porque os homens fumam mais do que as
mulheres, principalmente nas faixas etárias
mais elevadas.
O fumo passivo é a terceira maior causa
de morte evitável no mundo, superada apenas
pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de
álcool. A pesquisa não levou em
conta as mortes provocadas pelo fumo passivo no
ambiente de trabalho. Segundo o Inca, pessoas
que trabalham onde é permitido fumar respiram
o equivalente a 10 cigarros por dia.
De acordo com a pesquisa, pelo menos 2.655 não
fumantes morrem a cada ano no Brasil. O levantamento
estimou a proporção de óbitos
considerando apenas as três principais doenças
relacionadas ao tabagismo passivo: câncer
de pulmão, doenças isquêmicas
do coração e acidentes vasculares
cerebrais. O objeto da pesquisa foi a população
adulta, acima de 35 anos, e de 15 capitais do
País.
Para calcular a estimativa, os pesquisadores usaram
uma fórmula matemática, considerando
que, de cada 1.000 mil mortes por doenças
cérebro-vasculares, 29 podem ser atribuídas
à exposição passiva da fumaça
do tabaco. No caso das doenças isquêmicas,
a proporção é de 25 para
1.000, e de 7 para 1.000 na incidência de
câncer de pulmão.
Pelo menos sete brasileiros que não fumam
morrem a cada dia por doenças provocadas
pela exposição passiva à
fumaça do tabaco. De acordo com o estudo
"Mortalidade atribuível ao tabagismo
passivo na população urbana no Brasil",
realizado pelo Instituto Nacional do Câncer
(Inca) e pelo Instituto de Saúde Coletiva
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
pelo menos 2.655 não-fumantes morrem a
cada ano no Brasil. É a primeira vez que
um estudo desse gênero é realizado
no País.
Segundo a pesquisadora Valeska Figueiredo, "esse
número é conservador" porque
a pesquisa estimou a proporção de
óbitos considerando apenas as três
principais doenças relacionadas ao tabagismo
passivo: câncer de pulmão, doenças
isquêmicas do coração e acidentes
vasculares cerebrais. O objeto do estudo foi a
população adulta, acima de 35 anos,
e de 15 capitais do Brasil.
Ficaram de fora dessa estimativa pelo menos 40%
dos óbitos, que acontecem na área
rural, e outras causas de morte possivelmente
associadas ao fumo passivo, como a síndrome
da morte súbita da infância e doenças
respiratórias crônicas. Também
não entraram na pesquisa os abortos provocados
pelo tabagismo e morte súbita na infância.
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Conforme a portaria interministerial n° 3.257
de 22/09/1988 que recomenda medidas restritivas
contra o fumo nos locais privados ou públicos,
tais como, repartições públicas,
hospitais, salas de aula, bibliotecas, ambientes
de trabalho, teatros e cinemas, aeronaves e demais
veículos de transporte coletivo.
Hoje nós temos a lei federal n° 9.294
de 15/07/1996 e a lei estadual n° 14.743 de
15/06/2005 que nos ampara e nos dá o direito
de respirar com qualidade.
Pelo fato do assunto ser muito preocupante, criou-se
á nível Mundial em 31 de maio,
o dia mundial sem tabaco.
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ENTREVISTA COM O DR. GILSON ANTONIO
YAREDE
Gilson Antonio Yarede
médico cardiologista, formado na Universidade
Federal de Santa Catarina em 1976.
Adão:
Quais os malefícios que o cigarro provoca
ao ser humano e em especial ao coração?
Dr. Gilson: veja
,nós já temos definido que o cigarro
afeta vários órgãos,principalmente
o coração e o pulmão,no
coração ele afeta principalmente
a coronária,ele pré-dispõe
a eventos tais como infarto ou a morte súbita
e pode levar a um comprometimento agudo das
coronárias e espasmos.Espasmos nada mais
é do que uma contração
das coronárias fazendo com que o fluxo
de sangue no coração pare bruscamente
e isso se traduz a um enfarto, isso pode acontecer
pois o cigarro é o maior causador destes
problemas.
Adão:
Quais são os primeiros sintomas que o
cigarro provoca ao coração?
Dr. Gilson: O
primeiro sintoma crônico que aparece quando
a pessoa dá inicio ao tabagismo é
a taquicardia onde o coração começa
a bater mais rápido e essas conseqüências
são graves,pois quando você inala
a nicotina o chamado Co2,você provoca
no coração uma diminuição
de oxigênio que é o seu combustível,
então quando você fuma,injeta mais
Co2 no seu compartimento,reduzindo assim a quantidade
de oxigênio do seu coração
aos pulmões,quanto mais teor de Co2,menos
oxigênio nos pulmões e isso significa
que o coração para compensar esta
falta de oxigênio, precisa acelerar mais,
provocando então a taquicardia,pois precisa
passar mais tempo no pulmão para captar
mais oxigênio.
Adão:
O cigarro altera os batimentos cardíacos
de um fumante e quais as conseqüências
que ele causa?
Dr. Gilson: A
taquicardia é o aumento das frequências
cardíacas e isso se traduz em cansaço,uma
menor capacidade de exercício pulmonar
do que uma pessoa que não fuma, isso
são as primeiras conseqüências
e daí por diante os problemas vão
aparecendo cada vez mais, com a evolução
do tabagismo compromete um órgão
que da forças ao coração
que são os pulmões e ai inicia
então o que chamamos de efisema pulmonar,comprometendo
então os órgãos que são
os pulmões e o coração
e então os sintomas aparecem com mais
freqüências,ou seja,cansaço,mais
palpitação,epneia,
è neste momento que a sua resistência
diminui em função da nicotina
o Co2.
Adão:
Como cardiologista, qual o conselho que o sr
daria para os fumantes.
Dr. Gilson: O
primeiro passo é fazer a população
entender que o cigarro é um dos maiores
malefícios para a humanidade porque ele
é associado a vários fatores,
tais como o tabagismo,o sedentarismo,a obesidade,fator
familiar,o stress emocional e somando todos
estes fatores,o resultado é uma pré-disposição
e assim os eventos aparecem com mais freqüência,então
se eliminar-mos todos estes fatores teremos
uma melhor qualidade de vida e diminuiremos
os riscos de acontecer estes evento.
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O solo
contaminado.
Quando da semeadura do fumo aplica-se corretivo
no solo para evitar contaminação
no fumo.CONTAMINAÇÃO,é verdade,veja
a carga de produtos químicos que este solo
recebe.São eles: Composto de calcário
de cobalto e composto dolomíticos de CaCO3
e Mg CO,com 20 a 40% de CaO e 10 a 20 % de MgO,esta
quantidade incorporada por hectare depende do
grau do pH,ou acidez do solo que varia entre 5.000
a 6.000 kg por hectare,esta aplicação
pode acontecer até duas vezes entre 90
e 60 dias antes de plantar.Na preparação
para a semeadura,coloca-se um vasilhame com brometila
no canteiro(PRODUTO ALTAMENTE TÓXICO).Toda
área é protegida por um plástico
impermeável, sendo que a orla é
recoberta ´por terra, de tal maneira que,ao
ser liberado o veneno,não haja escapamento,pois
poderá causar intoxicação
e até a morte do agricultor.Com esse processo,não
nascerá nenhuma erva daninha no canteiro,nem
mesmo os insetos agredirão a plantação
do fumo nesta primeira fase de crescimento.No
segundo momento o fumo recebe nas folhas uma carga
de veneno através de fotossíntese.É
importante lembrar que durante a fase de crescimento
o fumo recebe periodicamente pulverização
de fugicidas,pesticidas, herbicidas, inseticidas,formicidas,enfim
os chamados agrotóxicos.Isso é ´pouco?
Então tem mais,veja as industrias fumageiras
possuem centros de pesquisas e desenvolvimento
onde classificam de:A engenharia do cigarro,ou
seja,que fumo usar,qual a melhor mistura,que aditivo
e em que dose usar,açúcar,cacau,mel,extratos
de frutas,etc.Além disso, também
acrescentam os aromatizantes,fixantes,impermeabilizantes,
antimofantes, conservantes,aglutinantes e muitos
outros.Cerca de 300 aditivos artificiais são
empregados para corrigir o sabor do cigarro com
baixos teores,cuja a sua toxidade não é
conhecida pela maioria dos fumantes,sendo que
alguns produzem substâncias canceríginas
quando queimados.Além disso,pesquisas mostram
que 79,3% dos 563 agricultores pesquisados, estão
intoxicados,os agricultores relataram sintomas
de náuseas,cansaço e mal-estar,
bem como morte de seres vivos do ambiente,tais
como,pássaros,roedores,etc.Estes agrotóxicos
comprovadamente cancerígenos também
são absorvidos por quem colhe e manipula
a folha até a criação final
do cigarro.Estes produtos agregados aos já
existentes no tabaco in natura,quando da combustão,formam
cadeias entre si,o que determina que na fumaça
dos cigarros sejam encontrados 4.720 agentes químicos
nocivos a saúde.Uma notícia (extra-oficial),
que vazou de alguém técnico da industria
fumageira diz o seguinte,o fumo exportado tem
no máximo 0,04% de concentração
de nicotina,já o fumo que o brasileiro
consome tem 0,26%,ou seja,seis vezes mais concentração
de nicotina.Então o fumante tem consumido
um verdadeira coquetel de veneno diariamente e
não está se importando com sua saúde
e também com a saúde dos outros.Será
que não há nada melhor para fazer
a não ser fumar?Pense nisso.
Ca= Óxido de cálcio
Co= Óxido de Carbono
O = Oxigênio
Mg= Magnésio
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